quinta-feira, 5 de abril de 2012

Grávidas deixam de fazer exercícios e risco de doenças aumenta!

Por: Thais Sabino



Uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo descobriu que 65% das mulheres grávidas não praticam o tempo mínimo de atividades físicas recomendado pela Secretaria e pela Organização Mundial da Saúde: 30 minutos diários contínuos. A diminuição do nível de exercícios aumenta o risco de hipertensão, diabetes e ganho de peso na gravidez. 

Ao longo do estudo, 127 mulheres grávidas, com idades entre 16 e 40 anos, utilizaram o "pedômetro" - aparelho que mede o número de passos dados - além de responderem a questionários específicos. No início da gravidez, as mulheres se exercitavam por, pelo menos, 30 minutos de forma contínua. O nível de atividades caiu 34% no segundo trimestre da gravidez. No terceiro, a redução foi de 41%, em relação ao início da gestação. 

"Os motivos apresentados pelas mulheres vão desde excesso de peso até a influência de familiares e amigos que as orientam a se preservarem, não fazerem exercícios" afirmou o presidente do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs) - parceiro do estudo -, Timóteo Araújo. 

O ginecologista e diretor da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Luciano Pompei, explica que em casos de risco de aborto o exercício físico não é recomendado, mas se for uma gravidez saudável ele é muito bem vindo. "Exercício não provoca aborto", desmistificou ele as crenças de algumas grávidas. "O ginecologista analisa cada caso individualmente e recomenda as atividades de acordo com o condicionamento físico da grávida", afirmou. 

Um ponto importante levantado por Pompei é que a mulher que sempre foi sedentária não pode "querer virar atleta na gravidez". Segundo ele, para quem não está acostumado às atividades físicas, o melhor é começar com caminhadas leves. "Quando a barriga ganha volume, um dos esportes indicados é a hidroginástica, pois alivia o peso, cansa menos e é confortável para gestante", concluiu. 

O Terra montou uma lista de atividades que podem ser praticadas pelas mulheres grávidas, algumas com certas restrições. No entanto, é essencial a autorização do médico e acompanhamento profissional. "As atividades podem ser feitas até o penúltimo mês. A partir da dilatação do colo do útero, a recomendação é repousar", disse Pompei. 

Atividades para gestantes:

Caminhada - De acordo com o ginecologista Luciano Pompei, caminhar é o exercício ideal para mulheres que eram sedentárias antes da gravidez. Andar ajuda a melhorar o sistema cardiovascular da gestante, disse ele. 

Natação - Os esportes aquáticos propiciam conforto às grávidas, com mais de seis meses de gestação, por causa da barriga, segundo Pompei. Diante de autorização médica, a mulher pode praticar natação sem qualquer risco para o bebê. 

Hidroginástica - A hidroginástica é a atividade preferida das gestantes, de acordo com o ginecologista Pompei. Ele afirma que, por ser dentro da água, elas cansam menos, não há sobrecarga nos pés e melhora as dores na coluna. 

Musculação - Se a mulher já frequentava a academia, não precisa parar, mas deve diminuir as cargas dos exercícios para evitar a pressão abdominal. A musculação não provoca o aborto, segundo Pompei. O educador físico Timóteo Araújo acrescentou que o profissional que acompanhar o treino da gestante vai passar exercícios que comprimam a barriga ou forcem a curvatura da coluna da mulher. O ideal é que ela faça em uma intensidade que consiga conversar normalmente durante a prática, sem travar a respiração. 

Pilates - De acordo com o presidente do Celafiscs, Timóteo Araújo, o pilates não é melhor nem pior para as gestantes dos que os demais exercícios físicos. O que o difere é o fato de ser individual, pois assim a mulher tem um acompanhamento mais detalhado e exclusivo do profissional. 

Correr - A mulher que já corria antes de engravidar pode continuar com os exercícios durante a gestação. Segundo Araújo, a diminuição de intensidade vai ocorrer naturalmente, conforme o crescimento da barriga e aumento do peso da grávida. O educador físico ressaltou a importância do controle da temperatura corporal, a partir do suor - se ele for excessivo significa que a o corpo está demasiado quente e o calor é transmitido ao bebê. 

Andar de bicicleta - A atividade não prejudica a gestação, no entanto, a partir de determinado mês, a barriga vai impedir que a mulher pedale com conforto. Outro ponto levantado por Araújo é o risco de queda e acidentes. No entanto, se for uma bicicleta ergométrica não há qualquer risco. 

Step - As aulas de step nas academias podem ser frequentadas por grávidas, segundo Araújo, diante de autorização médica. Segundo ele, steps muito altos não são indicados para as gestantes. O exercício não aumenta risco de aborto, mas a execução dos passos pode ficar difícil conforme o passar dos meses. 

Jump - As atividades sobre a pequena cama elástica estão liberadas, no entanto, com uma restrição. Em vez dos altos saltos, a recomendação é que as grávidas não tirem o pé da cama. Elas podem fazer os movimentos, mas sem saltar, afirmou Araújo. As camas elásticas com corrimão de apoio são mais indicadas para a prática de jump por grávidas.

Yoga - De acordo com o presidente do Celafiscs, Timóteo Araújo, as atividades de origem oriental têm vantagens para as gestantes. A melhora do controle respiratório e postura estão entre elas, segundo Araújo. As posições da yoga ajudam no estímulo muscular e melhoram as dores na coluna das mulheres grávidas, disse o também educador físico.


Fonte: saude.terra.com.br

Fuja dos seis erros mais comuns na hora de fazer musculação!

Por: Roberta Vilela


Uma das queixas mais comuns da prática da musculação é a da demora para o resultado esperado aparecer. Seu corpo precisa de tempo para responder ao treino, mas se após semanas você não sente os efeitos dos exercícios, o problema pode estar na maneira que você está executando o seu treino. As pessoas que já se exercitam e, principalmente, os iniciantes, costumam cometer erros que interferem no ganho de massa muscular e no emagrecimento. A seguir, conheça os 6 erros mais comuns cometidos durante os exercícios de musculação

01 - Deixar as costas curvadas 
É essencial ficar atento à postura durante a prática dos exercícios. "O ideal é deixar a coluna ereta durante a execução dos movimentos para não causar lesões e sobrecarregar as articulações", explica a personal trainer Paula Loiola. Além disso, muitos problemas de dores nas costas são causados pela má-postura. 

02 - Apertar demais a barra do aparelho 
Quem força excessivamente as mãos nas barras por achar que isso gera melhores resultados deve tomar cuidado. O principal problema desse erro é o risco de sobrecarregar as articulações. 
Segundo o personal trainer Edson Ramalho, essa atitude só cansa as mãos, causando dores e fadiga nos antebraços. "O ideal é envolver a mão por completo na barra (os 5 dedos encaixados), e segurando sem forçar, apenas repousando os dedos", explica o especialista. 

03 - Apressar as repetições nas séries
Se você é todo apressadinho na hora de realizar as repetições no aparelho ou com os pesinhos, fique atento para o que dizem os especialistas. "A velocidade moderada nas séries contribui para um trabalho mais eficiente, enquanto a rapidez descontrolada pode fazer com que você tenha fadiga muscular e não consiga terminar o treino", adverte Paula Loiola. 
Para o trabalho de hipertrofia, por exemplo, você só alcançará resultados se fizer os exercícios numa velocidade mais baixa. Além disso, apressar as repetições faz com que você respire errado, interferindo na circulação sanguínea. 

04 - Usar o aparelho de abdominal sem nunca ter fortalecido o abdômen
O grande problema desses aparelhos é que eles sobrecarregam a sua coluna lombar e, a longo prazo, isso causa problemas de postura ou lesões. "Comece com uma dieta balanceada e uma série de abdominais no chão para tonificar a barriga", diz Edson Ramalho. 
Quem já não é mais principiante na academia pode usar o aparelho, desde que com acompanhamento para não fazer o movimento errado colocando força em músculos que não devem ser utilizados no exercício. 

05 - Não ajustar os aparelhos de acordo com seu biótipo 
Lembre-se de adequar os aparelhos de acordo com seu peso e altura sempre que for usá-los. Se estiverem mal ajustados, além comprometer a biodinâmica do exercício, trazem consequências como prejudicar a coluna lombar, forçar o músculo excessivamente e favorecer lesões. 

06 - Fazer a mesma série de exercícios sempre 
A personal trainer Paula Loiola explica que o corpo precisa de estímulos para continuar obtendo resultados eficazes, por isso, é importante modificar as cargas, as séries e o treino para avançar na busca dos objetivos. 
Fuja da monotonia. Na academia, questione o seu professor quando haverá a mudança do seu treino.

Fonte: minhavida.uol.com.br

Saiba como evitar os erros mais comuns na musculação!

Valorize os movimentos e mantenha a postura correta na hora de puxar ferro!


Antes de praticar qualquer atividade física é preciso ter cuidado e atenção: a busca pelo corpo perfeito pode acabar na sala de cirurgia, pois desrespeitar os limites pode levar a lesões graves. 


O professor Jean Carlo, da Rebook Club, conta que muitos alunos não dão o descanso necessário para a recuperação muscular. Outros, não dão atenção a problemas importantes, como dores articulares frequentes. E ainda tem aqueles que trabalham com frequências cardíacas mais altas do que o recomendado nos exercícios aeróbicos. 


O primeiro passo para evitar lesões é aquecer por, pelo menos, 10 minutos. Assim, seu corpo estará mais oxigenado e terá mais energia para aguentar o exercício. 

Terminou de malhar e está com a sensação de dever cumprido? Nada disso. "Encerrar as sessões de musculação sem fazer um alongamento leve, para soltar a musculatura trabalhada, é um dos erros mais comuns cometidos pelos alunos", explica Jean.

Mas alguns dos equívocos começam antes mesmo do aluno entrar na sala de musculação. Não se alimentar de forma adequada antes dos treinos é um deles. A nutricionista esportiva da clínica Nutricius, Mariana Klopfer, aconselha comer alimentos leves, de fácil digestão, como uma fruta ou uma barrinha de cereal.

Se o treino for durar mais de uma hora, ela indica o consumo de mais alguma fonte de carboidrato, aos 40 ou 50 minutos de exercício. Nunca se exercite em jejum. Isso aumenta o risco de hipoglicemia e faz com que você queime massa magra em vez de gordura. Também evite treinar de estômago cheio, o que pode causar náuseas, mal-estar e atrapalhar a digestão. 

Outro deslize, que começa antes de chegar à academia, é não dar ouvidos ao próprio corpo. Se o cansaço bater, pergunte a si mesma se você está mesmo indisposta ou essa é só mais uma desculpa para não ir à academia. Não ignore sintomas como tonturas, dores musculares fortes e mal-estar. Diminua o ritmo e procure um médico. 

Espantou a preguiça e foi malhar? Lembre-se que você está ali, acima de tudo, para se manter em forma. Socialize entre um exercício e outro, mas não deixe que as conversas roubem a maior parte do tempo que você destinou à ginástica. 

Saiba ainda que variar os exercícios é importante e ajuda a evitar lesões por esforço repetitivo. Além disso, quando você faz sempre a mesma atividade, seu músculo tende a se acostumar com o estímulo, fazendo com que o exercício renda muito menos. O ideal é alternar as atividades.


Quando estiver fazendo exercícios, lembre-se de manter a postura correta. A cabeça deve ficar sempre no prolongamento da coluna. Ao exercitar as costas no Pulley, olhe para frente e deixe seus braços alinhados com a barra, nunca para trás dela. Quando for treinar peito, no supino, lembre-se de deixar as costas sempre encostadas no banco para não forçar a lombar. Não estenda o braço até o final para não sobrecarregar os cotovelos. Na repetição de abdominais, mantenha os pés próximos ao quadril e as costas apoiadas no chão. Suba e desça contraindo a musculatura do abdômen, olhando sempre para frente, na diagonal. 


Outro erro bem comum é utilizar os pesos de maneira inadequada. De nada adianta aumentar a carga do exercício se os movimentos não forem bem feitos. Se você não controla o movimento e a respiração, acaba indo mais rápido na hora de abaixar o peso. O certo é fazer as repetições lentamente, na seguinte proporção: um segundo para levantar, três para abaixar. 

Fonte: minhavida.uol.com.br
Publicado em: 07 de fevereiro de 2011

Afinal, quais benefícios o exercício físico proporciona à saúde?

Por Daniela Carasco

Ficar com a barriga chapada, bumbum durinho e pernas torneadas não são os únicos benefícios proporcionados pelo exercício físico. Além de melhorar a aparência física, a sua prática constante ajuda muito a melhorar a saúde. 


Confira quais são eles, segundo um estudo publicado pelo “The International Journal of Clinical Practice”, e aproveite o final de semana para começar a se mexer. Vale caminhada no parque, bicicleta ao ar livre, dança com os amigos e até academia no sábado! 



Cérebro: 

Um estudo com 4 mil pessoas descobriu que aquelas que se exercitavam apresentavam menos sintomas de depressão. Permanecer ativo também reduz em 30% o risco de sofrer um declínio cognitivo. 


Pâncreas:

Perder de 5 a 7% do peso previne ou retarda o aparecimento do diabetes tipo 2. 

Coração:
A atividade física reduz a pressão sistólica (o número maior que aparece quando você mede a pressão) tanto quanto algumas medicações – de 5 a 10 mmHg. 


Intestino:

Praticar de 20 a 60 minutos de exercício moderado ou pesado, de três a cinco vezes por semana, é melhor do que a maioria dos tratamentos contra a síndrome do intestino irritável. 


Ossos:

Apenas 10 minutos de exercício de alto impacto praticado três vezes por semana fortalece os ossos. Um exemplo é o treino pliométrico, que usa saltos. “O impacto faz com que o cálcio penetre nos ossos”, diz a personal trainer Bianca Vilela, em entrevista à WOMEN’S HEALTH. 


Todo o organismo:
Caminhar ou pedalar 1 hora por dia diminui o risco de desenvolver câncer em 16%.


Fonte: mdemulher.abril.com.br
Publicado em: 03 de junho de 2011

É melhor realizar o exercício aeróbico antes ou depois da musculação?

Por: Daniela Carasco



Potencializar os exercícios físicos é uma busca constante de quem costuma praticá-los com frequência. E se você se insere nesse grupo, provavelmente já deve ter se perguntado, se para obter melhores resultados, é vantajoso realizar o treino aeróbico antes ou depois da musculação. 


De acordo com Fernando Conceição, professor da academia Cia. Athetica, em entrevista à revista BOA FORMA, “se o objetivo é emagrecer, não importa se você realiza o aeróbico antes ou depois da musculação. O que vai prevalecer, no final das contas, é o gasto calórico total. Ou seja, é a soma das atividades que irá fazê-la perder peso”.


Entretanto, “geralmente, os professores aconselham começar pela musculação porque é um tipo de atividade que vai interferir muito pouco no seu desempenho no trabalho cardiovascular que virá na sequência. Já se você começar com o aeróbico, que exige mais energia, pode chegar aos aparelhos cansada e comprometer o seu rendimento durante os exercícios com peso”, completa Fernando.


Fonte: mdemulher.abril.com.br
Publicado em: 12 de abril de 2011

Aquecimento evita lesões e melhora o rendimento do treino.

Por: Andressa Basílio


Você já sabe que fazer exercício físico é primordial para o aumento da qualidade de vida. Segundo pesquisa recente realizada pela Universidade de Essex, no Reino Unido, bastam apenas cinco minutos de caminhada ao ar livre para melhorar o humor e a autoestima. 


E não é só isso: os benefícios passam por melhora da função cardiorrespiratória e prevenção de doenças como obesidade, diabetes e câncer. Porém, antes de você começar a mexer o esqueleto, saiba que nosso corpo precisa ser preparado para a prática do exercício. 



"Independentemente da idade e do sexo, a realização de exercícios preparatórios antes das atividades físicas é fundamental para qualquer um", explica o fisiologista da Unifesp Raul Santo de Oliveira. Os aquecimentos e alongamentos têm essa característica e acabam por aumentar o desempenho da pessoa quando feitos da maneira correta. 



Duas formas de aquecimento:



Aquecimento geral: corrida, caminhada, trote leve, movimento de braços e pernas, ou seja, qualquer exercício mais leve que garante a movimentação do corpo.



Aquecimento específico: vai depender da modalidade esportiva que a pessoa vai praticar. Por exemplo, se você vai correr em uma maratona, o aquecimento precisa priorizar as pernas e o movimento de quadril.


Antes do exercício: 


Esses exercícios preparatórios são os importantes para a comunicação do sistema muscular com o sistema nervoso e, por isso, o rendimento fisiológico da pessoa melhora muito. Mas, para alcançar a melhora, a sequência aquecimento-alongamento precisa ser feita por no mínimo 15 minutos antes a prática esportiva. 


Depois do exercício: 


É importante também que após o exercício, o alongamento seja feito para restabelecer gradativamente o repouso do corpo. "O ideal é que o alongamento seja feito de forma bastante branda e com calma, pois, assim como o aquecimento ajuda na aceleração dos sistema circulatório e respiratório, a desaceleração gradual é necessária para que o corpo não interrompa a atividade de forma abrupta", recomenda o médico Raul Santo. 



Aquecimento e alongamento:


O aquecimento é o primeiro passo de preparação para se exercitar, depois é feito o alongamento. "O aquecimento eleva a temperatura corporal e aumenta a frequência cardíaca. Com isso, mais sangue é bombeado, levando nutrientes e oxigênio para os músculos. Além disso, é durante o aquecimento que ocorre um aumento da frequência respiratória, importante para o bom rendimento", explica o especialista Raul Santo.

Uma vez que a temperatura do corpo está elevada e os músculos estão irrigados, é hora de começar o alongamento. "Esticar a musculatura faz com que o corpo esteja preparado para os movimentos e, por isso, o risco de lesões são diminuídos e as dores pós-exercício ficam amenizadas", diz o fisiologista. 


Variações: 



O alongamento também vai variar de acordo com o esporte, mas quando falamos de esticar os músculos é importante que as principais cadeias musculares sejam alongadas. "Todo alongamento deve começar a ser feito da cabeça para os pés ou dos pés para a cabeça, para que o indivíduo não se esqueça de nenhuma parte do corpo", ensina o fisiologista. 



Dias quentes e frios: 



A intensidade do movimento preparatório vai variar de acordo com as condições climáticas, com a idade e a frequência de atividade física de cada um. 



"Em dias mais quentes, o corpo se aquece mais rapidamente, por isso, a prioridade vai para os exercícios de alongamento. Já quando a temperatura está baixa, a tendência é prolongá-los para manter o corpo aquecido." De baixa intensidade ou não, o importante é não deixar de lado essa etapa importante da atividade física. 


"O preparo do corpo garante que os músculos trabalhem nas condições ideais e, assim, as reações fisiológicas funcionam de forma positiva, garantindo o aumento do rendimento físico", completa o especialista da Unifesp.

Fonte: minhavida.uol.com.br

Malhar reduz risco cardíaco para gordinhos fisicamente ativos

Por: Reinaldo José Lopes


Emagrecer traz benefícios óbvios à saúde, mas gordinhos fisicamente ativos também têm boas chances de evitar os problemas cardiovasculares normalmente associados ao excesso de peso. 

A boa notícia está na pesquisa no "Journal of the American College of Cardiology". Se os dados levantados no estudo estiverem corretos, eles ajudarão a esclarecer uma dúvida que ainda divide os especialistas.

A questão é saber até que ponto um estilo de vida ativo é capaz de proteger alguém dos problemas de saúde ligados à obesidade.

Alguns trabalhos indicavam que o exercício poderia praticamente eliminar esses riscos, enquanto outros diziam que o excesso de peso é o fator preponderante, mesmo se a pessoa se esforça para não ser sedentária. 

Parte da dúvida parece estar ligada ao fato de que a maioria desses estudos levava em conta a saúde cardiovascular dos pacientes em um único ponto do tempo. Ficava difícil saber como os efeitos do exercício e do peso afetavam o organismo das pessoas a longo prazo.

Para preencher essa lacuna, uma equipe da Universidade da Carolina do Sul, liderada por Duck-Chul Lee, obteve os registros médicos de mais de 3.000 pacientes (em geral, na casa dos 40 anos) da clínica Cooper, no Texas. 

Esses pacientes faziam check-ups na clínica, com intervalos de dois ou três anos entre cada avaliação médica. Na maior parte dos casos, os pesquisadores conseguiram avaliar o estado de saúde dos pacientes ao longo de três check-ups consecutivos. 



SÍNDROME 



O objetivo era verificar como e quando os membros do grupo desenvolviam a chamada síndrome metabólica, um conjunto de características (como pressão alta e triglicérides em nível elevado) diretamente ligado ao surgimento de doenças do coração e diabetes, por exemplo. 



Lee e companhia verificaram que pouco mudava do primeiro check-up para o segundo. A maioria dos pacientes ganhou peso, mas nenhum desenvolveu a temida síndrome metabólica. 


Do segundo para o terceiro check-up, o problema apareceu no grupo testado. Quem tinha se exercitado menos e ganhado peso, obviamente, tinha risco aumentado (71%) de ter a síndrome. 

Contudo, quem engordava mas continuava fisicamente ativo corria risco 22% menor do que o grupo dos gordinhos inativos. E não era preciso melhorar o condicionamento físico nesse período. Bastava mantê-lo para ter alguma proteção. 

"Existe uma tendência de ressaltar a necessidade de perder peso, mas emagrecer em geral é difícil. Manter-se ativo é tão importante quanto perder peso e é uma meta mais fácil de atingir", diz Lee. 

Fonte: folha.uol.com.br
Publicado em: 08 de março de 2012