quinta-feira, 5 de abril de 2012

Alerta aos atletas de final de semana: Prática irregular de exercícios físicos pode causar lesões!

Por: Thaís Schneider



Muitas pessoas que não têm tempo para se exercitar todos os dias acabam deixando a atividade física para o fim de semana – e, para compensar, fazem exercícios em grandes quantidades ou intensidade. Mas esses “atletas de final de semana” podem estar fazendo um desserviço ao organismo: segundo médicos, tais hábitos podem tornar o corpo mais propenso a lesões.

De acordo com o Dr. Jeffrey Spang, professor assistente de ortopedia na Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, esse tipo de problema é comum entre pessoas com mais de 30 anos que costumavam praticar atividades com frequência, mas agora tem suas agendas tomadas por compromissos como trabalho e família. “Muito de sua atividade está concentrada no final de semana”, diz Spang. 


Ele alerta que, da mesma forma, começar um programa físico intenso de uma hora para outra após um longo período inativo – treinar para uma meia-maratona, por exemplo – também pode causar lesões. 


O melhor seria treinar com mais frequência, por períodos menores, e evitar se exercitar em excesso. “Aumente a quantidade de exercícios – e sua intensidade – a cada semana”, recomenda o médico. 

Segundo dados do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (www.cdc.gov), mais de dez mil americanos vão parar no pronto socorro a cada dia por conta de lesões relacionadas à prática de esportes e exercícios físicos. De acordo com Sprang, a lesão mais comum é a distensão muscular, mas tenditinite crônica e ruptura do tendão de aquiles também são frequentes entre os atletas de final de semana. 


De qualquer forma, se não há tempo para a atividade física nos dias úteis, o jeito é deixar para o final de semana – ainda é melhor do que ser sedentário. Contudo, o ideal mesmo é distribuir a atividade em vários dias ao longo da semana. 




Aqui vão quatro dicas para evitar as lesões de final de semana: 



01 - Faça um aquecimento: pode ser uma caminhada, pedalar em ritmo moderado ou fazer movimentos circulares com braços e pernas. Não alongue antes de aquecer os músculos. Depois de malhar, vá relaxando aos poucos, e aí faça o alongamento. 



02 - Um pouco de dor ou sensibilidade muscular é comum durante uma atividade intensa, mas se você sentir dor aguda, como pontadas, pare imediatamente. Aplique gelo e, se a dor não passar em alguns dias, vá ao médico. 



03 - Encontre alguém para acompanhá-lo na atividade. Exercitar-se com amigos é mais agradável, e ajuda a manter uma frequência regular – você não vai querer deixar o amigo na mão!


04 - Use técnicas apropriadas para cada exercício. Para aprender sobre as formas mais seguras de se exercitar, converse com um treinador.


Fonte: hypescience.com
Publicado em: 12 de outubro de 2010

Como manter uma rotina de exercícios físicos!

A chave de tudo é ter confiança e acreditar que você é capaz de se manter dentro de um programa de exercícios.


Por:  Stephanie D’Ornelas


Conseguir manter uma rotina de exercícios é uma luta para muitas pessoas, mas isso pode ser mais fácil agora, com novas dicas com base científica. Pesquisadores estão começando a desvendar o que nos torna mais propensos a continuar cumprindo um regime de exercícios e as estratégias que podemos empregar para aumentar nossa força de vontade.



A chave de tudo é ter confiança e acreditar que você é capaz de se manter dentro de um programa de exercícios. Os pesquisadores chamam esse tipo de confiança focada de autoeficácia. As pessoas que são mais eficazes tendem a buscar as tarefas mais desafiadoras, trabalhar mais e não desistir, mesmo com possíveis falhas ocorridas anteriormente.



Nem tudo está perdido, entretanto, para aqueles incapazes de reunir autoeficácia. A pesquisa mostrou que existem maneiras de aumentar a confiança a partir de metas específicas. Quando a confiança para realizar alguma coisa está em falta, muitas vezes uma pessoa não vai tentar iniciar uma nova rotina de exercícios, ou vai parar no primeiro sinal de dificuldade. 



As estratégias para aumentar a autoeficácia incluem lembrar-se de sucessos anteriores, observar outras pessoas fazerem algo que você acha difícil e listar o apoio dos outros. Com esses passos simples, sua confiança aumentará ainda mais. 



Pesquisadores identificaram habilidades cognitivas e estratégias específicas em adultos mais velhos que mantêm programas de exercícios. Os pesquisadores realizaram testes cognitivos em 177 homens e mulheres na faixa dos 60 anos e no início dos 70, analisando também quantas vezes eles estabeleciam metas para si próprios, monitoravam seus progressos e estavam envolvidos em comportamentos de autorregulação. 


Os processos de autorregulação estão ligados com nossa capacidade de planejar e programar a atividade fís
ica em nosso cotidiano, evitando ações como sentar em frente à televisão enquanto você poderia estar caminhando. 


Os participantes do estudo foram aleatoriamente designados para um programa de caminhada ou de alongamento e tonificação, se reunindo três vezes por semana durante um ano. 


Aqueles que estavam presos ao seu programa eram os mais capazes de realizar multitarefas e controlar os comportamentos indesejáveis. Aqueles que definiam metas frequentemente, controlando o tempo, monitorando o próprio comportamento e recrutando apoio de terceiros tiveram maior participação nos programas de exercícios. 

Ou seja, se está difícil manter uma rotina de exercícios, construa sua confiança e acredite que você é capaz. Crie metas e não hesite em se inspirar em quem já conseguiu as atingir.


Fonte: hypescience.com
Publicado em: 28 de agosto de 2011

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Como ajustar a postura durante a malhação?

Por: Daniela Carasco




O posicionamento errado nas máquinas e os excessos de peso e repetições são responsáveis por cerca de 80% das lesões na academia.


Coluna perfeita ninguém tem. Mas, na hora de fazer exercícios com carga, é bom prestar atenção à postura. O posicionamento errado nas máquinas e os excessos de peso e repetições são responsáveis por cerca de 80% das lesões na academia, além de explicar boa parte das queixas de dor nas costas. A regra é clara: para proteger a coluna, o treino tem que ser ajustado ao seu corpo e é preciso respeitar os seus limites. Adotar as precauções a seguir também ajuda.

  • Nos exercícios abdominais, que contribuem para dar sustentação às costas, mantenha os joelhos flexionados o tempo todo e jamais force o pescoço.
  • Seja qual for o exercício, faça movimentos controlados, prestando atenção na organização postural e pensando no que está fazendo.
  • Sempre que fizer exercícios deitada no banco, independentemente da musculatura que estiver trabalhando, coloque os pés sobre ele. Além de ajudar a manter o equilíbrio, essa medida serve para manter a coluna toda apoiada (sem sobrecarga na lombar) e segura.
  • Exercícios com pesos livres exigem mais equilíbrio, consciência corporal e cuidado com a postura do que os feitos nos equipamentos. Mas é tudo uma questão de hábito. Em compensação, trabalham mais grupos musculares de uma vez só e, por isso, queimam mais calorias.
  • Exercitar o core, grupo de músculos que compõem a região do abdômen, costas e quadris, ajuda a corrigir erros posturais, fortalece a coluna e previne lesões.
Fonte: mdemulher.abril.com.br
Publicado em: 22 de março de 2012

Reconheça a hora de trocar o Personal Trainer!

Se o treino anda chato demais; a substituição pode ser a saída!


Você se esforça e procura respeitar todas as lições que seu personal trainer passa. O problema é que os resultados não estão surtindo o efeito esperado e, para falar a verdade, seu professor não anda atendendo suas expectativas. Mas como descobrir se o problema realmente está nele? "Alguns professores se acomodam e acabam tirando a motivação dos alunos", afirma o personal Ivaldo Larentis, especialista do Minha Vida. Para reconhecer se o problema anda rondando seus treinos, confira as pistas que o especialista dá.

Ele falta e muda os horários de aula!
Isso pode diminuir seu rendimento drasticamente, já que muitas aulas acabam perdidas e o corpo perde o pique por causa dos dias seguidos de descanso. Se nem o seu professor está comprometido, você também não vai conseguir se envolver diretamente com os exercícios. Essa atitude além de desestimulante, diminui os resultados.

A amizade é íntima demais!
Nenhum problema em fazer do seu professor um amigo, ou vice-versa. Mas quando essa intimidade invade as aulas, a relação profissional tende a ficar complicada. Quando você ficar com preguiça, por exemplo, ele pode entrar na sua e abrir mão de exigir resultados. Se sentir que não consegue separar a amizade da hora do treino, o melhor é escolher um novo professor. Afinal, se ele é mesmo seu amigo, vai entender.

As repetições já estão cansativas!
Você não aguenta mais praticar os mesmos exercícios. Quando pensa que vai mudar, lá vem ele com mais uma daquelas séries que você já decorou. O problema é um dos mais comuns e mostra dois erros: falta de comprometimento do professor, que não busca se atualizar e dar fôlego novo às aulas, e desatenção com você, que deve ter dado algum sinal de que deseja experimentar novos exercícios. E, na hora de buscar um novo professor, pergunte como funciona o plano de aulas que ele oferece, evitando o mesmo mal estar.

Faltam estímulos no treino!
A aula nunca vai além da execução do treino e você tem a sensação de que um robô está ensinando a prática correta dos exercícios. Um professor que passa as aulas no próprio mundo, passa as séries e nem nota as suas dificuldades merece um pito. Principalmente no começo, é essencial que o professor te ajude e te estimule a gostar dos exercícios, caso contrário, você vai desistir rapidinho. Que tal procurar alguém que te dê força para seguir em frente? Existem vários professores que seguem essa linha.

Ele nunca conhece as novidades!
Quando você comenta novidades, seu professor sempre faz cara de espanto. A repetição dos exercícios básicos dá o tom das aulas e o seu desempenho reflete a preguiça do professor. A falta de atualização não só prejudica os eu desempenho como faz você perder tempo. Além de ficar de olho nos lançamentos de aulas e aparelhos, um bom personal sempre lê os estudos e conhece as tendências não só da área de esportes, mas na de dieta também.

Fonte: minhavida.com.br
Publicado em: 14 de maio de 2009

quarta-feira, 7 de março de 2012

Personal Trainer

(Por: Eduardo Rohrs)


Você sabe o que é um Personal Trainer?
Personal trainer é o profissional da área de Educação Física que tem o objetivo de prescrever treinamento personalizado e programas de exercícios individualizados.

Qual a diferença do personal trainer para o professor de academia?
Em relação a sua graduação não existe diferença alguma, ambos são profissionais graduados em Educação Física, porém na maioria das vezes os profissionais que atuam como personal trainer, buscam algum tipo de especialização para utilizá-la como um diferencial.
Uma grande diferença está no trabalho realizado por eles, enquanto o professor de academia trabalha com grande número de alunos, o personal trainer tenta se limitar a no máximo 2 (dois) alunos por hora/aula, assim o personal acaba dando uma atenção maior para seus alunos. Isto não quer dizer que professores de academia não dão atenção aos seus alunos, bons professores de academia reconhecem o perfil de cada aluno e tenta agrupa-los de modo mais homogêneo possível, isto é, alunos com mesmos objetivos, alunos geneticamente parecidos, entre diversos outros aspectos de classificação. 

Algumas vantagens de treinar com um personal:
- Atendimento e acompanhamento individualizado;
- Maior atenção na supervisão e correção dos exercícios;
- Elaboração de programas com objetividade e eficiência, atendendo às expectativas do cliente e sua individualidade biológica;
- Maior motivação causada pela presença do personal para os dias de indisposição e falta de vontade para exercitar-se.

Pequena desvantagem:
- O horário disponibilizado pelo personal nem sempre pode agradar o aluno, pois, ao contrário das academias, onde o aluno pode malhar no horário que desejar, com o personal eles devem agendar suas aulas de acordo com seus horários livre e que coincidam com os horários livre do personal.

Não erre na escolha do seu Personal Trainer!
Peça sempre o número do registro no CREF (Conselho Regional de Educação Física), apenas profissionais formados e/ou habilitados possuem este registro.
É aconselhável escolher um personal que já possua experiência na área desejada.
Procure se informar com os seus próprios alunos sobre o seu trabalho realizado e sobre a sua competência.

Agora que você já sabe o que é um Personal Trainer, quais as suas vantagens e desvantagens, como escolher um que melhor se adapte as suas necessidades, está na hora de refletir se vale a pena ou não contratar um Personal Trainer!

E você alguma vez já pensou em ter um Personal Trainer?
Se já, essa é sua chance de por seus planos em prática!

Venho aqui divulgar novos planos para novos alunos de Personal Trainer, mas antes disso, gostaria de anunciar uma novidade.
Além das aulas de personal presenciais, já comum a muitos profissionais da área, venho divulgar meu mais novo trabalho, o Personal EAD.

Muitos já conhecem está sigla, EAD (Ensino À Distância), mas como seria o Personal EAD?
Existem 3 (três) opções para o Personal EAD:

Opção 01
O aluno entra em contato com o Personal, que por sua vez colherá uma série de dados cadastrais, em seguida fará também uma anamnese, colendo informações a respeito da saúde do aluno e em seguida marcará uma avaliação física.
Estando tudo bem com o aluno, o personal irá prescrever um treino e o acompanhará de forma on line. Os clientes terão uma área do aluno no meu site, onde irão fazer um login, com o login realizado ele poderá acompanhar suas fichas de treinamento juntamente com suas evoluções. Ao final de cada mês receberão relatórios por e-mail, contendo todo o seu histórico de aula.


Opção 02
Nesta opção o aluno passará pelos mesmos critérios da opção 01, porém com uma vantagem, terá direito a duas visitas mensais para um acompanhamento mais detalhado, essas visitas deverão ser agendadas junto com o pagamento do plano.
(Opção 02 = Opção 01 + 02 aulas presenciais)



Opção 03
Nesta opção o aluno passará pelos mesmos critérios da opção 02, porém com uma vantagem, terá direito a uma avaliação física a cada 6 meses de treinamento.
(Opção 03 = Opção 01 + 02 aulas presenciais + 01 Avaliação Semestral)


Em casos de dúvidas estarei sempre a disposição de vocês!

Tabelas de valores:

Abaixo segue um vídeo com alguns exemplos de relatórios entregues a todos os alunos!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ATIVIDADE FÍSICA NA GESTAÇÃO

(Por: Eduardo Rohrs)

Para falarmos sobre atividade física na gestação, inicialmente devemos compreender um pouco a respeito do desenvolvimento embrionário, isto é, estudar a respeito da embriologia.
Como o próprio nome diz, embriologia, é o ramo da biologia que estuda o desenvolvimento embrionário.
Este ramo da biologia é subdividido em quatro etapas:

1ª Etapa – Fecundação ou Fertilização:

É a etapa em que ocorre a penetração do espermatozoide no ovócito II ou ovócito secundário.
Ovócitos são células germinativas femininas ou células sexuais produzidas nos ovários. Resultam de um processo fisiológico denominado ovogênese, durante este processo formam-se dois tipos de ovócitos:
Ovócito I ou Ovócito primário à Ocorre ainda durante a vida intra-uterina (célula diplóide);
Ovócito II ou Ovócito secundário à Célula formada a partir da meiose I (divisão I da meiose) de um ovócito I, durante a fase de maturação da ovogênese (célula haplóide).
Após a penetração do espermatozoide no ovócito II, este por sua vez, passa a ser chamado de Óvulo.
A penetração de apenas um espermatozoide no óvulo chama-se monospermia, já a penetração de mais de um espermatozóide no óvulo chama-se poliespermia. Caso haja o processo denominado de poliespermia, apenas o primeiro espermatozóide irá fecundar o óvulo.
Após a penetração do espermatozoide no óvulo, ocorre a união do pró-núcleo masculino (núcleo do espermatozoide) com o pró-núcleo feminino (núcleo do óvulo). Essa união pode ser denominada de anfimixia ou cariogamia ou singamia.
Habitualmente essa união ocorre no primeiro terço externo das Tubas Uterinas (Trompas de Falópio).

2ª Etapa – Clivagem ou Segmentação:

É o processo específico de divisão celular equacional (mitose). A célula-ovo (zigoto) sofre sucessivas divisões originando células menores chamadas blastômeros.
Os mamíferos possuem a segmentação do tipo holoblástica igual, ou seja, as células são do mesmo tamanho e o zigoto se divide completamente.
Após três dias a fertilização é formada a mórula, por um processo conhecido como morulação (Morulação = Zigoto è Mórula). A mórula é o primeiro estado de desenvolvimento do embrião, depois do zigoto começar a dividir-se para formar uma esfera com 64 células, ou blastômeros.
O zigoto com 12 a 16 blastômeros já pode ser chamado de mórula. A mórula leva de 3 a 7 dias para sair das tubas uterinas e chegarem ao útero através dos movimentos ciliares e peristálticos das tubas. Um dia após a chegada da mórula ao útero ela transforma-se em blástula.

3ª Etapa – Gastrulação:

É a transformação da blástula em gástrula. Ocorre alteração no volume, aumento do volume total do “ovo”, formação dos folhetos embrionários (ectoderma, endoderma e mesoderma), formação do arquêntero ou intestino primitivo e formação do blastóporo (dará origem ao ânus).
É na gastrulação que começa o processo de diferenciação celular e é também onde as células vão adquirindo posições e funções biológicas específicas.

4ª Etapa – Organogênese:

É a fase em que ocorre a diferenciação dos folhetos em órgãos.
Inicia-se com a neurulação (formação do tubo neural a partir da ectoderme), formação da notocorda (estrutura de sustentação, que será substituída pela coluna vertebal) e formação do celoma, delimitado pela mesoderme.


Sendo assim, após conhecermos os principais processos de formação do embrião, para darmos início as atividades físicas para gestantes, devemos também ter em mente algumas alterações que ocorrem no organismo materno.

Modificações no Organismo Materno

Algumas mudanças iniciam-se desde o momento da fecundação e se estendem por todo o período gestacional até o término da lactação. São ajustes fisiológicos e anatômicos.
As principais alterações sistêmicas são:
  • Alongamentos das fibras musculares;
  • Aumento do abdômen;
  • Aumento da caixa toráxica;
  • Pressão pélvica;
  • Elevação do volume sanguíneo total em cerca de 40 a 50%, como decorrência do aumento tanto do volume plasmático quanto da massa total de eritrócitos e leucócitos na circulação.
  • Hemodiluição / Anemia fisiológica. Do ponto de vista fisiológico, a anemia poderia ser definida como um estado de deficiência de hemoglobina no sangue circulante para o transporte do oxigênio requerido para a atividade fisiológica de um indivíduo (no caso, da gravidez).
  • O débito cardíaco se eleva a partir da 12ª semana de gestação, com pico entre a 28ª e a 32ª semana. Aproximadamente 30 a 50% acima dos valores em mulheres não gestantes (geralmente de 4500 para 6000 ml/min em repouso);
  • Elevação da frequência cardíaca materna. De 10 a 15 bpm acima dos valores em mulheres não gestantes (geralmente de 70 para 85 bpm em repouso).
  • Aumento no volume sistólico. Em média de 60-70 ml para 85-90 ml por batimento cardíaco.
  • Aumento do consumo de oxigênio. Em média de 14%.
  • Redução da resistência periférica;
  • Redução da Pressão Arterial Sistólica. Em média de 3 a 5 mmHg.
  • Redução da Pressão Arterial Diastólica. Em média de 5 a 10 mmHg.
  • Alterações urogenitais.
No primeiro trimestre de gestação o útero acentua seu crescimento, devido à hipertrofia das células musculares lisas, ao aumento da quantidade de tecido elástico, além do aumento do número e tamanho dos vasos sanguíneos.
Aproximadamente na segunda metade do período gestacional, o crescimento do volume uterino se mantém, porém as paredes miometriais se tornam mais finas. É comum nesta fase contrações indolores e de baixa intensidade (Contrações de Braxiton Hicks), refletem o crescimento e a vascularização do útero.
Os ligamentos uterinos tornam-se alongados e hipertrofiados, protegendo o feto de bactérias e traumas mecânicos, estabilizando o útero.
As alterações das mamas são quase sempre os sinais mais precoces da gravidez;
  • Aumento da sensibilidade;
  • Aumento do volume (a partir da 8ª semana)
  • Aumento do suprimento sanguíneo.
  • A aréola escurece e forma pequenas pápulas palpáveis que consistem na hipertrofia das glândulas sebáceas;
  • Após a 10ª semana o colostro (percursor do leite materno humano) já está presente e pode ser expelido se a mãe realizar uma compressão suave na mama.
Além destas modificações no organismo materno, também ocorrem modificações posturais, essas por sua vez possuem enorme importância, para muitas das queixas de dores musculares das futuras mamães.
Uma das principais causas responsáveis pelas alterações posturais são as alterações hormonais, estas afetam particularmente o sistema musculoesquelético, que sofrem embebição gravídica (aumento fisiológico do volume de líquidos dentro dos tecidos).
Um dos mais conhecidos é o hormônio relaxina, que atua sobre músculos e ligamentos, favorecendo um amolecimento de cartilagens e relaxamento muscular global.
As alterações posturais na gestação decorrem geralmente da anteriorização do centro de gravidade, devido ao aumento do peso corporal, em especial na região anterior (aumento do volume do útero e das mamas).
Na gestação há o aumento da lordose lombar, com sobrecarga da musculatura dorsal. Algumas mulheres realizam uma compensação, com o aumento da cifose torácica e anteriorização da cabeça. Outra compensação para melhorar o equilíbrio da gestante é a ampliação da base de apoio dos pés durante a deambulação ou mesmo na postura ortostática.


Sabendo das principais mudanças que ocorrem com as gestantes e tendo a liberação médica para a prática da atividade física, as gestantes não só podem, como devem praticar atividades físicas, porém sempre bem orientadas por um profissional capacitado da área.
Assim podemos listar algumas atividades físicas que podem e que não podem ser praticadas por gestantes.

Exercícios recomendados:

São recomendados exercícios aeróbicos como a caminhada (evitar subidas e descidas muito íngremes), ciclismo (ergométrico) são ótimos para melhorar a circulação sangüínea e contribuem para a diminuição de riscos de problemas cardíacos.
A prática da musculação é bem recomendada para a gestante, o treinamento com pesos pode favorecer o fortalecimento muscular fazendo com que a grávida suporte melhor seu peso, melhore o centro de gravidade, tenha facilidade em realizar tarefas do dia a dia, melhore a postura e principalmente favorece a diminuição de lombalgias.

Atividades desfavoráveis:

Qualquer exercício físico de alto impacto ou esportes de contato físico e risco de trauma devem ser desaconselhados. Corrida, artes marciais, esportes coletivos e competitivos são ótimos exemplos que devem ser evitados.

A seguir, segue um vídeo de uma aluna gestante com um período de 20 semanas de gestação, praticando treinamento resistido (musculação).



Segundo esta aluna, o treinamento com pesos tem sido bastante gratificante.
Seu peso está aumentando apenas devido ao desenvolvimento do embrião, sua massa gorda não aumentou em momento algum, seu índice de massa corporal está dentro dos padrões determinados, considerado como normal, não houve retenção hídrica nos membros inferiores, não existem queixas de indisposição física nem mesmo de dores musculares, ao contrário, a prática regular da atividade física vem motivando-a e deixando-a cada vez mais disposta para o seu dia a dia.
Vale ressaltar também, que ela é acompanhada por uma nutricionista e uma obstetra que lhe avaliam em determinados intervalos de tempo.


Referências

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Guyton, A.C.; Hall, J.E. Tratado De Fisiologia Médica. 10. Ed. Rj . Guanabara Koogan, 2002

Halbe, Hans W. Tratado de ginecologia. 3.Ed. Vol. 1 e 2. São Paulo: Roca, 2000.

Lurie, S.; Mamet, Y.; Red blood cell survival and kinetics during pregnancy. Eur J obstet Gynecol Reprod Biol; 93 (2):185-192;  2000.

Martins, J.A.P. Manual de obstetrícia. v. 1. cap. 5, p. 99-127: Modificações do organismo materno. São Paulo: EPU, 1982.

Mesquita, L.A; Machado, A.V; Andrade, A.V. Fisioterapia para redução da diástase dos músculos retos abdominais no pós-parto. Rev Bras Ginecol Obstet; 21(5):267-72. 1999.

OMS - Organizacion Mundial de la Salud. Anemia nutricionales. (Serie de Informes técnicos nº 405). Ginebra. 1968.

Polden, Margaret. Mantle, Jill. Fisioterapia em Ginecologia e Obstetríca. Edtora Santos. 2000.

Resende, J. Obstetrícia. 7ª ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan. 1998.

Souza, A.I.; Filho, M.B.; Ferreira, L.O.C. Alterações hematológicas e gravidez. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. São Paulo, v. 24, n. 1, p. 29-36, mar, 2002.

Sperandio, F; Santos, G; Pereira, F. Características e diferenças da dor sacroilíaca e lombar durante a gestação em mulheres primigestas e multigestas. Fisioterapia Brasil, São  Paulo, v.5, n.4, p.267 - 271, jul/ago. 2004.

Stephenson, R. G.; O`Connor. J. Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia. 2ª ed. Manole. 2004.